Tem sido com imenso gozo que tenho vindo a ouvir este disco e falar sobre estes quatro tipos do countryside britânico que levam o rock desta forma tão respeitosa é um gosto ainda maior.
Desde a sua formação em 2000 que os British Sea Power se habituaram a tocar ao vivo nos locais mais improváveis. Fizeram questão de ir tocar às terriolas britânicas de quem a maioria dos Ingleses nunca ouviu falar e apresentaram-se nas espeluncas mais saloias de Inglaterra. Tudo em busca da identidade rock, e numa escala maior, á procura da própria identidade britânica. Encaram de frente os episódios históricos mais sombrios e esquecidos da História do país natal e exibem com alarde a memorabilia de outrora na forma de vestuário e bandeiras da época. Cantam as catástrofes naturais (Canvey Island) e as batalhas perdidas. Com ligação aos movimentos migratórios na Europa da actualidade (Waving Flags). E são uma banda verdadeira rock também por isto. A discussão sobre o que é rock e o que não é tem estado na ordem do dia e os British Sea Power são abertamente rock. Talvez como poucos ainda o sejam. Portanto, a resposta à pergunta colocada no nome do disco é sim. Muito.
Numa nota à parte, é curioso como são, visualmente, semelhantes aos nossos Heróis do Mar. As roupas bélicas, a pose orgulhosa, as bandeiras ao vento. Duvido que os BSP tenham alguma vez ouvido falar nos Heróis, mas os pontos comuns são evidentes. A busca da identidade perdida a começar pelos momentos traumáticos, vinte anos depois num país diferente.
Tenho por hábito dizer “Está lá tudo” e é com All In It que abre “Do You Like Rock Music?”. É que está mesmo. Este é o primeiro grande disco pop rock de 2008. Que seja bem-vindo, então.
Nota de Sal: 10/10
Referências: Arcade Fire, Manic Street Preachers












































