Adam Green é mais um cantautor norte-americano que começa a afirmar-se na cena musical alternativa internacional. Desde o início da carreira que Green se tem dedicado a não seguir as convenções estabelecidas da folk e do rock do século passado, criando uma fórmula musical bastante apelativa que joga com essas convenções através subversão da própria estrutura da canção e das referências consideradas intocáveis até pela música moderna. Ou ouvir este Sixes and Sevens tem-se a sensação de que já se ouviu isto em qualquer lado, mas tocado de forma diferente e mais “normal”. É bem provável que tal seja verdade, mas Adam Green constrói um disco muito bem elaborado e sequenciado que, no final, soa a original e dá vontade de repetir a dose com bastante frequência, no meio de tantos bons riffs e de letras recheadas de bom humor e sempre bem enquadradas. Green demonstra um bom conhecimento da história da música pop, folk e rock do país natal e elabora um belo compêndio através de pedaços e excertos dessa mesma história, dispostos com originalidade e que mantêm o interesse do início ao fim. O potencial de vício é grande.
Nota de Sal: 8.5/10
Referências: Bright Eyes, Patrick Wolf












































