A bela e o monstro estão de volta. O destino quis que estas duas figuras de percursos tão afastados e distintos se juntassem em tempos e que fossem repetindo a façanha que é gravar discos que aliam a voz delicada de Isobel com o tom gravíssimo de Lanegan. Para quem não os está a reconhecer, Isobel Campbell esteve na origem dos Belle and Sebastian (banda caríssima para o Sal da Língua), enveredando depois por uma carreira a solo. Mark Lanegan é um veterano, ex-Screaming Trees e elemento ocasional dos Queens of the Stone Age, tendo agora mais um projecto paralelo nos Gutter Twins. Junto de Isobel encontrou um poiso de calma e tranquilidade, onde colocar a voz em dias de cansaço. A verdade é que gostou e comparece sempre à chamada de Isobel sempre que esta tem temas novos para lhe apresentar.
Desta vez, em Sunday At Devil Dirt, Isobel reservou para si um lugar de segundo plano, dando pleno destaque a Lanegan. Claro que existe aqui uma espécie de armadilha. É que segundo a própria Isobel, quase todo o disco gira em volta de figuras femininas, em que imaginário e intimidade estão lado a lado. E não deixa de ser interessante ser a voz de alguém como Mark Lanegan a dar corpo a estes temas.
Nota de Sal: 7/10













































Em escuta. Finalmente após o regresso das férias consegui vir aqui ao Sal, aumentar a minha listinha de “apetecíveis”, com impacto na estatística de downloads, pois claro. Tudo coisas boas, diversas e óptimas, a banda sonora do quotidiano em permanente evolução.