As duas/três primeiras escutas deixam perceber que Fate é um bom disco, feito de talento inegável para a escrita de canções. Mas e depois? Hoje em dia, a música com algo a dizer surge de todo o lado a qualquer instante. As referências a Dr. Dog eram tão boas e tão inegáveis que teria de haver algo mais. Até porque não é todos os dias que alguém é recomendado por Lou Reed, para mais num dia em que revela estar mal-disposto. As audições seguintes desvendam um pouco mais do mistério e, à medida que percebemos com quem estamos a lidar, o espanto aumento. Estes senhores só podem possuir a colecção de discos ideal, tal a conjugação de boas influências. E o melhor é que está tudo na música: é possível encontrar glam rock, hard rock, rock psicadélico, pop, um pouco de Beach Boys, um pouco de Beatles, caramba, até a fase seventies de Rod Stewart está lá. A passagem para o novo século é feita com bom gosto e a verdade é que Fate não contém temas abaixo de bons, o que torna a sua escuta viciante e crescente a cada nova audição. Grande disco.
O Sal da Língua
Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.1 Comment »
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[off topic: excelente foto no cabeçalho!]