O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Nearly God, 1996

 

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Nearly God é um dos segredos mais bem guardados da música dos anos 90. Produzido por Tricky, pode ser considerado um primeiro arranque para a extraordinária sequência de álbuns que marcaram a primeira metade da carreira deste percurssor do trip-hop. Composto por 12 faixas consideradas pelo próprio como demos, torna-se um ensaio para o fora de série Maxinquaye, este sim o seu primeiro disco de originais oficial e parte do triunvirato de ouro do trip-hop dos anos 90, completado por Blue Lines dos Massive Attack e por Portishead dos Portishead. Mas Nearly God é especial porque inclui participações e co-autorias de uma série de artistas em início ou em fases especialmente profícuas da carreira, como são Björk (com Post recém-lançado), Terry Hall, Alison Moyet, Cath Coffey, Neneh Cherry e Martina Topley-Bird (esta a primeira musa de Tricky, que virá mais tarde a ter a sua própria carreira a solo). Nearly God é um tesouro por revelar a cada faixa, pleno de inspiração e talento em bruto. Tricky há muito que deixou de estar na vanguarda da exploração musical, mas importa notar que já lá esteve e que enquanto esteve foi genial.

DL

nunoromano

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