O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

You Are The Quarry, 2004

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Morrissey, You Are The Quarry, 2004

Disco que marcou o regresso de Morrissey à gravação de originais e que o retirou do exílio auto-imposto na costa oeste dos Estados Unidos. Durante os anos 90, Morrissey assistiu silenciosamente, e à distância a que os media o colocaram de todas as next big things fabricadas, à transformação musical que seria inevitável e que se sucedeu ao reinado dos The Smiths nos anos 80. Talvez por culpa dos excessos ou talvez pela forma feia como os The Smiths terminaram, Morrissey, do alto do seu inigualável ego, rendeu-se a um silêncio esfíngico que era parte despeito, parte amuo. Foram precisos sete anos para o voltar a colocar num estúdio a gravar temas originais. You Are The Quarry é belo e agressivo ao mesmo tempo. Há muito rancor e muita revolta nas letras, mas a melancolia única dos The Smiths está lá toda. Trata-se de um disco portentoso que surpreendeu tudo e todos em 2004. Ninguém estava preparado para algo assim e foi difícil incluir Morrissey e toda a carga emotiva que ele próprio enquanto personagem e a sua música acarretam na evolução musical do início do milénio. Na era da Internet e das estrelas instantâneas aparece uma relíquia dos anos 80 a gravar algo assim.

nunoromano

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