O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Urban Hymns, 1997

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The Verve, Urban Hymns (1997)

Passadas que estão as fases de exultação comercial, de digestão do sucesso e de depressão pós-a-vida-é-boa-toda-a-gente-nos adora, parece-me uma excelente altura para sugerir aqui uma nova audição a este Urban Hymns. Tal tem sido feito por várias revistas da especialidade, desde a Uncut à NME, e as conclusões a que chegaram é que Urban Hymns guarda ainda qualquer coisa que vale a pena prestar atenção. É esta a sugestão que eu deixo aqui também, num ano em que os The Verve anunciaram a reunião da banda e que disco novo e concertos ao vivo se avizinham. Com o airplay que temas como Bitter Sweet Symphony ou The Drugs Don’t Work tiveram, muitos foram aqueles que fugiram dos The Verve numa manobra de fuga alérgica ao êxito fácil. Mas é provável que, agora, ninguém lhes leve a mal e os resultados podem até ser surpreendentes.

Trata-se de um conjunto de temas típicos da cultura urbana do final do século, onde se conjuga um modo de vida que começava a ser global e um romantismo pop de características fortemente britânicas. Não existem temas fracos ou medianos, todos têm valor melódico e as letras, surpresa das surpresas, dizem mesmo qualquer coisa.

nunoromano

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