O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Philippe Cohen Solal, Moonshine Sessions

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Para quem não está a identificar o nome, Philippe Cohen Solal é um dos membros fundadores dos Gotan Project, trio parisiense que fez renascer o espírito do tango na Europa, juntando-lhe elementos electrónicos ocidentalizados e pondo meio mundo a ouvir aquele CD de cartão que parecia conter magia no interior. Desta feita, Solal sobe o continente americano e predispôs-se a descobrir, desconstruir e sugerir um novo olhar sobre a música country neste Moonshine Sessions, de finais de 2007. Não existem aqui batidas electrónicas ou variações na instrumentação. Solal pega em músicos country e bluegrass experientes como Jim Lauderdale, Lucas Reynolds, The Nashville Bluegrass Band, Ronnie Bowman e não tenta inventar nada de novo. É apenas a sua abordagem europeia a um género musical profundamente norte-americano, de onde resulta um disco limpinho, bem arranjado, que pretende, parece-me, aproximar o público europeu do country, género que tem teimado em não querer nada com o velho continente. Esta tentativa de aproximação é de tal modo evidente que somos presenteados com versões country de bandas europeias tão diferentes como os Sex Pistols (Pretty Vacant, com Rosie Flores na voz) ou Abba (numa versão pastoral de Dancing Queen). O resultado é globalmente positivo e Solal arrisca-se a ser em breve o Ry Cooder da primeira década do século.

Nota de Sal: 7/10
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