O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Adele, 19

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Existe a tendência recorrente de, após cada fenómeno meteórico e inesperado, aparecerem uma série de réplicas mais ou menos idênticas, mais ou menos necessárias. O fenómeno Amy Winehouse teve tanto de inesperado como de meteórico. Já cansados de tanta reabilitação falhada, de folhetins e novelas, houve a necessidade de procurar e valorizar artistas de valor semelhante, mas sem tanto ruído à volta. Adele é mais jovem que Winehouse, logo traz menos episódios problemáticos em anexo. Não tem problemas de anorexia, antes pelo contrário. Não tem um historial de abuso de álcool e drogas, para além da ocasional noitada. Canta igualmente bem, ou melhor. E as músicas são de uma beleza desesperante, por entre corações partidos e amores impossíveis. Pessoalmente, prefiro esta versão. O soul e a pop recicladas de Winehouse estão lá, mas sem a dose narcótica que já deixa muito a desejar. Muito recomendável.

Nota de Sal: 7/10
Referências: Amy Winehouse, Regina Spektor
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