O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

The Kills, Midnight Boom

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Regresso dos The Kills, aka Alison “VV” Mosshart e Jamie “Hotel” Hince, um dos “casais” da moda da música alternativa, com o aguardado disco da afirmação. Após o prometedor No Wow de 2005, esperava-se que Midnight Boom fosse o disco da notoriedade e da maioridade dos The Kills, capaz de lhes conceder maior airplay e chegar a salas de concerto maiores. Em entrevistas recentes, os músicos afirmavam esta mesma intenção, mas não deixa de ser curioso notar que neste Midnight Boom não existe o mínimo esforço de aproximação às “massas”. Iguais a si próprios, mantém o gosto por fugir à estrutura convencional de construções das músicas em volta dos refrões. Apesar disto, existem temas facilmente assimiláveis, como Tape Song ou Last Day of Magic (ponto alto do disco). Os The Kills querem ser reconhecidos pelas suas próprias características – uso e abuso de riffs em loop, samplagens e a grande presença da voz de Alison – e não cedem um milímetro que seja. Tal poderá afastá-los de lides e ambições maiores, mas contarão sempre com a fiel base de fãs já conquistada e com a auto-estima própria só dos musicos respeitáveis.

Nota de Sal: 7/10
Referências: Yeah Yeah Yeahs, The Raveonettes

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