O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Silver Jews, Lookout Mountain, Lookout Sea

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Conheci os Silver Jews na mesma (gloriosa) fase em que fui apresentado a bandas como Okkervil River, The National e My Morning Jacket. Colocando de lado os The National, que começam a atingir a fase de saturação que acompanha sempre a fama descompensada, estas bandas conquistaram-me pela aparência adulta e nightclublin’ que ostentavam em cada canção. Como se cada tema resultasse de uma experiência de vida dolorosa, episódios doces ou amargos que conheciam a luz do dia tocadas só daquela forma. Os Silver Jews distinguiam-se (naquela altura com Tanglewood Numbers) por uma voz que conseguia ser tanto Cash como Reed, conforme a disposição do tema. David Berman, o vocalista, tem obra poética publicada, o que justifica muitas das letras bem à frente da banalidade reinante. É pena que os riscos que se correm actualmente com a música não sejam acompanhados por maior ousadia na escrita. Lookout Mountain, Lookout Sea é a obra maior dos Jews, um conjunto de temas difícil de descrever. É verdade que se trata do típico indie rock, mas há ali qualquer coisa de intemporal que me faz acreditar que este é um disco para muitos anos. Um tremendo respeito pelas fontes de inspiração na forma de disco.

Nota de Sal: 9/10
Referências: Tindersticks, The National

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