O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

The Kooks, Konk

Eis o famigerado segundo disco para uma das grandes esperanças britpop actual do Reino Unido. Para além da pressão associada a este “pesado” número editorial, juntou-se algum mal estar pelas constantes entradas e saídas da banda de Max Rafferty, baixista que está com a banda desde o início. A isto, acrescente-se a juventude latente da banda: a receita para um segundo disco aquém das expectativas estava encontrado.
Os Kooks são escondem as suas intenções. Fazem questão de criar temas e melodias simples, completamente pop, em que os relacionamentos amorosos são uma constante. Esta conjugação tornou-os especialmente apetecíveis para o público feminino, mas são os próprios que garantem que têm também muitos homens como fãs. A referência de composição constante são os Beatles, existem mesmo semelhantes de interpretação evidentes. Os temas de Konk (nome do estúdio onde o disco foi gravado) são solarengos, com guitarras bem melódicas a prometer dias ainda melhores. O que até vem a calhar, dada a proximidade do Verão.
Pode ser um disco apetecível nos momentos certos, mas Konk é apenas isso: um conjunto de temas orelhudos feitos numa base pop-rock despretensiosa. É evidente que este conjunto de factores pode tornar o disco bem sucedido em vendas e com airplay garantido. E bem feitas as contas, isso não tem nada de mal.

Nota de Sal: 6/10
Referências: Arctic Monkeys, The Fratellis

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