O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Archive for Adam Green

Estado d’alma #35

E o regresso está quase…

Homelife, Adam Green (2008)

Take 12

01 We will walk through walls: Electric President
02 California Dreamer: Wolf Parade
03 Alphabet: The Notwist
04 The Youth: MGMT
05 So Nice So Smart: Kimya Dawson
06 Lon Chaney: Vetiver
07 Talking Bird: Death Cab For Cutie
08 Of Monsters & Heroes & Men: James
09 Forever After Days: The National
10 Popular Culture: dEUS
11 Giving up the hero: Zita Swoon
12 The Fix: Elbow
13 New Woman, New Man: Madrugada
14 Homelife: Adam Green
15 Title Music From Merchant Ivory’s Film “The Householder”: Jyotirindra Moitra & Ustad Ali

Take 4

I’m Rollin’ – Solal ft. The Nashville Bluegrass Band
The Grand Duchess of San Francisco – American Music Club
The Flicker of a Little Girl – Tindersticks
Cracking Up – The Jesus and Mary Chain
The Nun’s Litany – The Magnetic Fields
Doves Circled the Sky – Bodies of Water
Cold Shoulder – Adele
Oh My God – Mark Ronson ft. Lily Allen
When a Pretty Face – Adam Green
Gilt Complex – Sons and Daughters
Weekend Without Makeup – The Long Blondes
All My Friends – Franz Ferdinand
Words You Used to Say (Sand Pebbles Remix) – Dean & Britta
Enchanted – Patrick Wolf
Soul Singer in a Session Band – Bright Eyes

Adam Green, Sixes and Sevens

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Adam Green é mais um cantautor norte-americano que começa a afirmar-se na cena musical alternativa internacional. Desde o início da carreira que Green se tem dedicado a não seguir as convenções estabelecidas da folk e do rock do século passado, criando uma fórmula musical bastante apelativa que joga com essas convenções através subversão da própria estrutura da canção e das referências consideradas intocáveis até pela música moderna. Ou ouvir este Sixes and Sevens tem-se a sensação de que já se ouviu isto em qualquer lado, mas tocado de forma diferente e mais “normal”. É bem provável que tal seja verdade, mas Adam Green constrói um disco muito bem elaborado e sequenciado que, no final, soa a original e dá vontade de repetir a dose com bastante frequência, no meio de tantos bons riffs e de letras recheadas de bom humor e sempre bem enquadradas. Green demonstra um bom conhecimento da história da música pop, folk e rock do país natal e elabora um belo compêndio através de pedaços e excertos dessa mesma história, dispostos com originalidade e que mantêm o interesse do início ao fim. O potencial de vício é grande.

Nota de Sal: 8.5/10
Referências: Bright Eyes, Patrick Wolf