O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Archive for Chris Bathgate

Take 10


Intro Nune: Radiohead
01 Breathing Prana: Chinmaya Dunster
02 To Build a Home: The Cinematic Orchestra
03 New Star in the Sky: Air
04 Jubilee: El Perro Del Mar
05 Skinny Love: Bon Iver
06 Come Tenderness: Lisa Gerrard
07 Teardrop: Massive Attack
08 Anjinho da Guarda: Três Tristes Tigres
09 Delicate: Damien Rice
10 Heartbeats: José González
11 Soon the Spring: Lasse Matthiessen
12 The Source: Deuter
13 Reciting the Airships: Eluvium
14 Divine: Antony and the Johnsons
15 Serpentine: Chris Bathgate
16 Agaetis Byrjun (accoustic): Sigur Rós
17 Fake Plastic Trees (accoustic): Radiohead
18 Severance: Dead Can Dance


19 Lovely Lovely Love: Alaska in Winter
20 Strange Invitation: Beck
21 Sea of Love: Cat Power
22 Just Like a Woman: Charlotte Gainsbourg & Calexico
23 Doctor Blind: Emily Haines & The Soft Skeleton
24 Só tinha de ser com você: Elis & Tom
25 Changes: Seu Jorge
26 Yellow Submarine: The Beatles
27 You My Lunar Queen: Cousteau
28 Boobar: Tindersticks
29 Hey, Don’t You Cry: Stuart A. Staples
30 Serpentine: dEUS
31 Belle and Sebastian: Belle and Sebastian
32 Nature Boy: Lisa Ekdhal
33 Toothpaste Kisses: The Maccabees
34 John Wayne Gacy Jr.: Sufjan Stevens
35 Saddest Vacant Lot in the World: Grandaddy
36 String: Tunng
37 Eternal Flame: Joan as Police Woman
38 Love Will Tear Us Apart: Nouvelle Vague
39 Tire Swing: Kimya Dawson
40 Dream On Girl: Rita Redshoes
41 Seahorse: Devendra Banhart
42 Sacred Mountains: Aniwida And Nik Tyndal
43 JCB: Nizlopi
44 More Than This: Brian Ferry

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Chris Bathgate, A Cork Tale Wake

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Bathgate disponibiliza aqui (mais) um estudo em disco sobre as potencialidades da música folk, onde a simplicidade da voz e dos arranjos relembram a origem tradicional do género, onde o quotidiano é descrito através de melodias simples. A guitarra é, definitivamente, o ponto forte do disco, não através de complicados solos (para os quais Bathgate estaria à altura, já que é um guitarrista de grande talento) mas através do destaque que é dado a este instrumento, ora a entrecortar silêncios pertinentes ora a servir de base melódica para todos os temas do disco. É notório que há temas onde é a guitarra que fala e tal feito não é qualquer músico que consegue. A voz é agradável, mas nunca assume lugar de destaque. A Cork Tale Wake é um disco simpático, feito com bom gosto e sinceridade. Só por isto, vale a pena ouvi-lo.

Nota de Sal: 7.5/10
Referências: Teddy Thompson, Scott Matthews

Serpentine, Chris Bathgate

Serpentine é o nome de um dos temas mais felizes dos dEUS e foi também, curiosamente, um dos nomes considerados para título deste blogue. Foi com admiração que encontrei uma música com este mesmo nome no novo disco de Chris Bathgate, A Cork Tale Wake. Falarei aqui dele nas próximas semanas, mas não resisto a deixar aqui o Serpentine de Chris Bathgate, um espanto de delicadeza e inspiração.