O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Archive for Dead Can Dance

Take 10


Intro Nune: Radiohead
01 Breathing Prana: Chinmaya Dunster
02 To Build a Home: The Cinematic Orchestra
03 New Star in the Sky: Air
04 Jubilee: El Perro Del Mar
05 Skinny Love: Bon Iver
06 Come Tenderness: Lisa Gerrard
07 Teardrop: Massive Attack
08 Anjinho da Guarda: Três Tristes Tigres
09 Delicate: Damien Rice
10 Heartbeats: José González
11 Soon the Spring: Lasse Matthiessen
12 The Source: Deuter
13 Reciting the Airships: Eluvium
14 Divine: Antony and the Johnsons
15 Serpentine: Chris Bathgate
16 Agaetis Byrjun (accoustic): Sigur Rós
17 Fake Plastic Trees (accoustic): Radiohead
18 Severance: Dead Can Dance


19 Lovely Lovely Love: Alaska in Winter
20 Strange Invitation: Beck
21 Sea of Love: Cat Power
22 Just Like a Woman: Charlotte Gainsbourg & Calexico
23 Doctor Blind: Emily Haines & The Soft Skeleton
24 Só tinha de ser com você: Elis & Tom
25 Changes: Seu Jorge
26 Yellow Submarine: The Beatles
27 You My Lunar Queen: Cousteau
28 Boobar: Tindersticks
29 Hey, Don’t You Cry: Stuart A. Staples
30 Serpentine: dEUS
31 Belle and Sebastian: Belle and Sebastian
32 Nature Boy: Lisa Ekdhal
33 Toothpaste Kisses: The Maccabees
34 John Wayne Gacy Jr.: Sufjan Stevens
35 Saddest Vacant Lot in the World: Grandaddy
36 String: Tunng
37 Eternal Flame: Joan as Police Woman
38 Love Will Tear Us Apart: Nouvelle Vague
39 Tire Swing: Kimya Dawson
40 Dream On Girl: Rita Redshoes
41 Seahorse: Devendra Banhart
42 Sacred Mountains: Aniwida And Nik Tyndal
43 JCB: Nizlopi
44 More Than This: Brian Ferry

Dead Can Dance, The Rare Traxx, 1994

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Brendan Perry e Lisa Gerrard são os responsáveis pelo projecto Dead Can Dance, um dos fenómenos alternativos, góticos, espirituais, étnicos mais importantes da música moderna. A discografia é extensa e são de realçar as inúmeras gravações oficiais ao vivo disponíveis. Existem também diversas compilações interessantes, que resumem satisfatoriamente a carreira do duo. Este The Rare Traxx vale pelas versões ao vivo e pelos temas não editados que o compõem.

Nos Dead Can Dance, música e ritual confundem-se de uma forma intrusiva, mas não constrangedora. No final, depois do nevoeiro, das trevas e de uma súbita claridade, a vida parece mais simples e importante.

 

156 bpm, good times galore

“… deixemo-nos de pieguices, nós que, em segredo, as adoramos.”, António Lobo Antunes

Há momentos de êxtase difíceis de explicar, por mais que nos preparemos para eles. E depois fica-se neste impasse de não conseguir encontrar o modo de expressão adequado e de haver uma qualquer força a empurrar-nos para a frente do palco para fazermos uma macaquice qualquer. Algo que mostre que o momento é especial e que acabámos de testemunhar algo único.

Às vezes é possível achar essa forma de expressão numa frase, numa cena de um filme ou numa passagem de um livro. Ou na música, sempre na música. Foi nela que encontrei o conforto melódico e expressivo, uma casa para as emoções do fim da tarde. Assim:

Mellon Collie and the Infinite Sadness: The Smashing Pumpkins
Everyday Is Like Sunday: Morrissey
Anyone Can Play Guitar: Radiohead
The State I Am In: Belle and Sebastian
Ziggy Stardust: Bauhaus
Do You Realize??: The Flaming Lips
The One You Love: Rufus Wainwright
The Certainty of Chance: The Divine Comedy
Le Soleil Est Près de Moi: Air
Fistfull of Love: Antony and the Johnsons
Ocean Of Noise (by Arcade Fire): Calexico
Bachelorette: Björk
Ob-La-Di, Ob-La-Da: The Beatles
Up With People: Lambchop
JCB: Nizlopi
The Times They Are A-Changin: Bob Dylan
Severance: Dead Can Dance
Starálfur: Sigur Rós
Looking for Astronauts: The National
Só Tinha De Ser Com Você: Elis Regina E Tom Jobim
Glory Box: Portishead
Let’s Pretend: Tindersticks
Personal Jesus: Johnny Cash
Summer Days In Bloom: Maximilian Hecker
Inquietação: JP Simões
Who By Fire: Leonard Cohen
Eu E Voce (Me and You): Stan Getz with Astrud Gilberto
O Filho Que Eu Quero Ter: Vinicius de Moraes

nunoromano