O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Archive for Mike Patton

Volta ao mundo num só post

 

tom.jpg

Tomahawk, Anonymous (2007)

Mike Patton já nos habituou a esperar sempre algo de diferente. Para o bem e para o mal. O homem que abandonou a ribalta e os concertos de estádio com os Faith No More para se dedicar aos devaneios musicais mais variados, apresenta agora o novo Álbum dos Tomahawk. E desta vez, que agradável surpresa. Patton aproveita uma porção da herança musical dos índios da América do Norte e recria danças da chuva, da paz e de guerra. A ouvir, nem que seja uma só vez. De preferência, e se possível, bem alto. Chega a ser monumental.

 

0001_sml.jpg

My Little Airport, Zoo Is Sad, People Are Cruel (2007)

E eis que há vida a Oriente para além dos Pizzicato Five e de Ryuichi Sakamoto. Os My Little Airport são de Hong Kong e devem ter passado a adolescência a ouvir B&S. Excelentes canções pop, com influência anglo-saxónica, mas com o essencial toque de originalidade oriental. Muito interessantes e possivelmente viciantes. E sim, cantam em japonês.

 

beirut.jpg

Beirut, The Flying Club Cup (2007)

Zach Condon e os Beirut estão de volta. Os sons folk dos balcãs, com influência country e rock também. Ninguém faz o que Zach Condon tem feito. Num altura em que se fala tanto de reinvenções/recriações/imitações é refrescante ouvir algo como os Beirut.

nunoromano

O Mike vem aí

 

417br0ets8l_aa240_.jpg

Peeping Tom, Peeping Tom (2007)

Por sugestão de um caro colega festivaleiro que muito atempadamente chamou a atenção para o concerto dos Massive Attack agendado para Setembro próximo, deixo aqui a banda responsável pela primeira parte de tal concerto, os Peeping Tom de Mike Patton. Conhecido pelos inúmeros projectos em que se multiplicou na fase pós-funeral dos Faith no More (atenção ao post mais abaixo…), conhece a sua melhor fase musical precisamente com estes Peeping Tom. Excelente disco de estúdio, há alguma curiosidade para ver como resulta ao vivo. Só por si, o Mike já é um animal de palco.

nunoromano

Live at the Brixton Academy, 1991

 

618ra4j3rcl_aa240_.jpg

Disco lendário dos anos 90, gravado em pleno furor Nirvana. Marcou a separação entre duas fases distintas da banda: os três primeiros álbuns (Introduce Yourself, We Care a Lot e The Real Thing) e o quarto, aquele que lançou para a fama e, ao mesmo tempo, acabou com a carreira dos Faith No More: o estrondoso Angel Dust. Live at the Brixton Academy é um disco ao vivo exemplar, cheio de excessos e que marca a actuação ao vivo em pleno auge da carreira de dois dos melhores músicos que já vi ao vivo: o frontman Mike Patton e o guitarrista Jim Martin. Não gosto de falar em rótulos, mas os FNM foram inovadores na época. Nasceram do heavy metal, mas conseguiram dar origem àquilo que ficou conhecido como funk metal, que poucos ousaram seguir. O que se passou depois de Angel Dust é das estórias mais embaraçantes da música actual, mas é bom que os FNM fiquem conhecidos pelos momentos bons, que foram bastantes. E este Live at the Brixton Academy é realmente grande, tendo a virtude de não perder qualidade e actualidade 16 anos depois.

nunoromano