O Sal da Língua

Sons organizados de forma a exprimirem uma grande variedade de emoções.

Archive for Rufus

Espelho d’alma #7

(dedicado a Paulo Paraty)

A clown with his pants falling down
Or the dance that’s a dream of romance
Or the scene where the villain is mean.
That’s entertainment!

The lights on the lady in tights
Or the bride with the guy by her side
Or the ball where she gives it her all.
That’s entertainment!

The plot can be hot, simply teeming with sex
A gay divorcee who is after her ex
It could be Oedipus Rex
Where a chap kills his father and causes lots of bother.

The clerk who is thrown out of work
By the boss who is thrown for a loss
By the skirt who is doing him dirt
The world is a stage; the stage is a world of entertainment!

It might be a fight like you see on the screen
A swain getting slain for the love of a queen
Some great Shakespearean scene
Where a ghost and a prince meet, and everyone ends in mincemeat.

The guy who was waving the flag
That began with the mystical hand
Hip hooray! The American way
The world is a stage; the stage is a world of entertainment!

(Rufus Does Judy At Carnegie Hall, 2007)

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156 bpm, good times galore

“… deixemo-nos de pieguices, nós que, em segredo, as adoramos.”, António Lobo Antunes

Há momentos de êxtase difíceis de explicar, por mais que nos preparemos para eles. E depois fica-se neste impasse de não conseguir encontrar o modo de expressão adequado e de haver uma qualquer força a empurrar-nos para a frente do palco para fazermos uma macaquice qualquer. Algo que mostre que o momento é especial e que acabámos de testemunhar algo único.

Às vezes é possível achar essa forma de expressão numa frase, numa cena de um filme ou numa passagem de um livro. Ou na música, sempre na música. Foi nela que encontrei o conforto melódico e expressivo, uma casa para as emoções do fim da tarde. Assim:

Mellon Collie and the Infinite Sadness: The Smashing Pumpkins
Everyday Is Like Sunday: Morrissey
Anyone Can Play Guitar: Radiohead
The State I Am In: Belle and Sebastian
Ziggy Stardust: Bauhaus
Do You Realize??: The Flaming Lips
The One You Love: Rufus Wainwright
The Certainty of Chance: The Divine Comedy
Le Soleil Est Près de Moi: Air
Fistfull of Love: Antony and the Johnsons
Ocean Of Noise (by Arcade Fire): Calexico
Bachelorette: Björk
Ob-La-Di, Ob-La-Da: The Beatles
Up With People: Lambchop
JCB: Nizlopi
The Times They Are A-Changin: Bob Dylan
Severance: Dead Can Dance
Starálfur: Sigur Rós
Looking for Astronauts: The National
Só Tinha De Ser Com Você: Elis Regina E Tom Jobim
Glory Box: Portishead
Let’s Pretend: Tindersticks
Personal Jesus: Johnny Cash
Summer Days In Bloom: Maximilian Hecker
Inquietação: JP Simões
Who By Fire: Leonard Cohen
Eu E Voce (Me and You): Stan Getz with Astrud Gilberto
O Filho Que Eu Quero Ter: Vinicius de Moraes

nunoromano

O messias está de volta

 

 

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Rufus Wainwright é talvez o maior e mais inspirado artista/autor/intérprete da actualidade. Algo a confirmar nos próximos anos. O espectáculo que recentemente apresentou em Londres baseado num célebre concerto de Judy Garland no Carnegie Hall foi qualquer coisa de especial e é possível que venha a ter edição discográfica. Entretanto, está disponível mais um álbum de originais, Release the Stars. Mantém as orquestrações megalómanas que marcaram Want One e Want Two, para desgosto de críticos e admiradores da fase inicial da carreira de Rufus. Como fã incondicional dos dois Wants, gostei de Release the Stars. Mais, ainda não me cansei de o ouvir. Sempre inspirado e acutilante é frequentemente necessário prestar atenção ao detalhe. Momento mais sublime, Going to a Town, em escuta na box.

 

4 bem orquestradas estrelas

 

DL

nunoromano